Cecília. Leia. Seja amigo. Siga. Escreva. Veja. Leia mais.

Outros escritos

Textos que fogem do diarinho. Coisas que eu já escrevi ou ando escrevendo, já tornei público ou mantive nos rascunhos, alguém já leu ou ninguém nunca ouviu falar, te mandei pelo correio ou joguei na gaveta... estes e outros.

O rei e a rainha do baile

O menino mais bonito da minha sala olhou para a menina mais bonita, e agora já não conseguem olhar em outra direção. Eles se escondem mal escondidos, daquele jeito de quem quer muito que todo mundo saiba...

Continue lendo "O rei e a rainha do baile"

Conversas de vida e morte

- E eles estavam conversando. Eu não estava com eles, mas prestava atenção no que eles falavam, entende? - Aham...

Continue lendo "Conversas de vida e morte"

Teoria do queijo

Não, não, ninguém mexeu no meu. Aliás nem sei do que se trata essa coisa de mexer nos queijos. Mas vamos àquilo sobre o que me proponho a falar, minha grande teoria baseada naquele velho princípio:

Quanto mais queijo, mais furos. Quanto mais furos, menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

Continue lendo "Teoria do queijo"

Minha primeira vez com Frida

Eu estava bem no meio de uma faxina de final de ano, sabe? Ou de começo, como preferir. Daquelas em que sua mãe desengaveta coisas que ninguém mais nem imagina que existam na casa, limpa, arruma e guarda de novo. Então lá estava eu, suada e suja, remexendo quinquilharias.

Continue lendo "Minha primeira vez com Frida"

De haver e não mais haver dia dos namorados

(ou: por que não pensou antes de falar, hein?)

Eu caminhava na volta pra casa. Eles, uns seis passos atrás, conversavam animadamente coisas às quais não dei a menor atenção. A história começa mesmo quando eu olho pros dois, mãos dadas pela rua, desfilando seu namorico adolescente a caminho de sei-lá-onde. E ela diz, toda risonha:

Continue lendo "De haver e não mais haver dia dos namorados"

Amália e Silvia

Amália andava de um lado para o outro no antigo quarto-e-sala há alguns minutos, não poderia precisar quantos. Chutava as roupas sujas espalhadas pelo chão, ainda que não quisesse. Uma meia azul, uma calça jeans, a camisa listada de vermelho. Por fim, sentou-se. Precisou debruçar-se sobre a mesa e esticar o braço até apertar o peito contra a madeira escura e sentir uma certa dor, aí então alcançou a caneca com café. O líquido ainda morno e forte demais para o seu gosto, indicava que a outra saíra há pouco tempo dali.

Continue lendo "Amália e Silvia"

Trauma de infância

Tinha seis anos quando o pai lhe disse:

- Eu posso escutar tudo o que você pensa! Sou seu pai!

Nos anos seguintes, se realmente pudesse, ele só ouviria o eco desta frase. Ela só pensava “papai pode ouvir o que eu penso”. E de medo e vergonha passava por ele sem erguer os olhos, fugindo também de qualquer idéia que pudesse desagradá-lo. Já não falava mais com o pai, só pensava.

Continue lendo "Trauma de infância"

Presente. Presente mesmo.

Por mais que a gente disfarce, sempre espera

Era apenas uma garota como todas as garotas. Tentando sufocar lá dentro uma Poliana, não queria, aos vinte e tantos, ainda esperar do seu-dia-que-dia-mais-feliz que chegaria em poucas horas, algo de surpreendente, de novo, de assim tão, tão especial. Mas esperava. Paciência. Mais do que isso, esperava que os quilômetros de estrada não estivessem em lugar nenhum no dia seguinte, que todas as cidades fossem uma só, que todas as ruas fossem a dela, que as pessoas estivessem um pouco mais próximas e o cara ali ao lado fosse ele. Esperava congratulações, desejos de felicidade. Mas esperava mais: beijos, abraços, declarações…

Continue lendo "Presente. Presente mesmo."

Do (suposto) fim dos tempos

Ou: vento quente, calor, delírios e vontades

Caminhava pra casa com aquele vento no rosto. Era um vento quente, estranho. Chamou de bafo de fim de mundo. E gostou de pensar em fim de mundo… e se acabasse mesmo? Não acreditava naquilo mas prosseguiu, listando mentalmente as coisas que gostaria de fazer antes do fim.

Continue ledo "Do (suposto) fim dos tempos"

Poucas coisas se pode fazer pra sempre... ou coisa nenhuma

Recordar só é viver pedaços, melhor é por inteiro

Alice estava deitada ali, cobertor até o nariz, pensando a respeito de eternidades.

Poderia ouvir Beatles pra sempre. Julia, Nowhere man, If I fell. Tantas outras. Todas as outras talvez. Enquanto isso, fantasiaria ceninhas de amor com seu beatle preferido – meninice, nada mais...

Continue lendo "Poucas coisas se pode fazer pra sempre... ou coisa nenhuma"

    Início