Cecília. Leia. Seja amigo. Siga. Escreva. Veja. Leia mais.


___________________________________________ 03/09/09 @ 17:50   Comentários 2

No balanço

Há alguns posts atrás, quem me lê com frequência sabe, eu falava bastante do meu processo de emagrecimento, pra melhorar do pseudo-tumor (pseudo, galere!) e pra minha visão voltar ao normal. Estava progredindo bem, perdi dezesseis quilos. Aí houve a noite mais comprida e triste do ano, e no período da doença da Maris, da internação, até que ela voltasse pra casa, toda a ansiedade, medo, angústia, tristeza… tudo virou comida. Depois veio a minha mudança, e entre o encaixotar e o desencaixotar das coisas, foi difícil manter a disciplina. Moral da história: ganhei quase sete quilos.

Mas, né? não adianta chorar pelo top sunday de chocolate do Mc Donald’s derramado! Acertei meus ponteiros pra voltar pra academia, mas a correria da vida ainda não deixou. Agora, quando um pedaço generoso de torta de limão aterrisou na minha mesa, vindo de uma festa de aniversário na sala ao lado, lembrei que preciso voltar aos cuidados porque não quero voltar à ladainha da cegueira. Não é fácil, não. Mas lá vamos nós de novo ;]


texto em: saúde

___________________________________________ 13/05/09 @ 23:06   Comentários 3

Rápidas e rasteiras

* Depois de três dias seguidos madrugando (cof… cof…) pra chegar ao trabalho antes das nove da manhã, ainda faltam mais ou menos três horas pro meu horário habitual de dormir e já estou apagando - na verdade, comecei a apagar hoje, lá pelas quatro da tarde, mas tudo bem.

* Há tempos eu não redigia uma frase com tantos numerais escritos por extenso como a anterior.

* Só mais uma do trabalho: tá do tinhoso! Vai passar, mas enquanto não passa, tá foda.

* Segunda-feira, estive no meu médico-louco-Dr.House-wannabe. As notícias são boas. A medicação foi reduzida à metade. Ele sorriu e não me soterrou em grosserias. Vâmo que vâmo! Retorno no final de julho e quer saber? Já penso na alta.

* A sexta dessa semana já está quase chegando (valeu, gezuz!) e eu nem falei da que passou. Pois sim, Reino Fungi tocou no Gutz (pra sempre Bar do Fritz em nossos corações) e me fui. Roberta - a irmã, foi comigo. Chegando lá, Renata e Samara juntaram-se a nós. Uma coisa total do túnel do tempo, como há sei lá quantos anos atrás, quando íamos pro Chaplin, um bar de qualidade duvidosa, suspirar pelos meninos estranhos e ver as bandas de hardcore berrarem. Quase amigas de infância. Ou amigas de quase-infância, melhor dizendo. Foi ótimo estar com elas e também rever o pessoal-fungi todo.


Eu, Clarice e Roberta, sexta-feira, no Gutz

* Estou numa expectativa tremenda pra estréia de Budapeste. Não desejo um surto da síndrome de Johnny de novo e já fiquei putinha porque ele não diz "fui dar em Budapeste graças a um pouso imprevisto", diz de um jeito mais feio. Mas ainda assim, quero muito ver esse filme.

* Mamãe sempre diz que eu mal sabia falar e já corrigia os erros de português das pessoas. Metidinha. Considerando a agonia que me dá quando alguém fala/escreve errado e eu não tenho intimidade suficiente para corrigir sem parecer (muito) babaca - como colegas de trabalho que anexam junto ou deixam fora à parte - acredito. Mas o que fazer quando *aquele* cara maltrata a língua pátria cada vez que escreve algumas linhas pra gente? Tô relevando, não sei nem como. Mentira, sei. Tô relevando porque, né? eleétãolindoquedávontadedeesmagar. E tô pagando por todas as vezes em que irritei alguém com "a casa é geminada e não germinada", ou qualquer coisa desse tipo…

* Nunca mais falei do resultado do pinhole day, né? Então… três fotos prestaram, ou não: tire suas próprias conclusões, hehe.

* Faz dias que não paro pra ler com calma os blogs que eu gosto, mas já me prometi tirar um tempinho no final de semana. Saudades de ler vocês, pessoas!


texto em: coraçõezinhos, diversão, fotos, gente que eu gosto, saúde, trabalhistas, vidinha, www, pinhole

___________________________________________ 20/04/09 @ 22:31   Comentários 6

Bocanasorelhas

oieeee

Então, naquele dia perdido em dezembro do ano passado, eu fui ao oftalmologista fazer um examezinho de grau, rotina de quem usa óculos há quinze anos, e saí aos prantos. Um edema no nervo optico trabalhava a todo vapor pra me tirar a visão. De lá pro neurologista. Punção. Muitos quilos pra emagrecer. Era isso ou ficar cega, blá blá blá. Aquela coisa toda. Já contei aqui.

Pouco mais de quatro meses e pouco menos de onze quilos (a menos) depois, voltei ao ofltamo esta tarde. É bem verdade que a tensão começou ontem. Pensar em entrar naquele consultório e ouvir um parecer sobre o meu ensaio particular sobre a cegueira estava me assustando de uma maneira que, bem, que eu nem sei explicar. Inicialmente proporcional à tensão, e depois infinitamente maior, foi a sensação de alívio, coisa boa sem nome definido, borboletas voando no estômago, felicidade da mais genuína, quando o médico disse "não há mais edema, só um borrãzinho perto do nariz, mas da forma como tu está evoluindo, vai sumir com o tempo". Queria abraçá-lo. Queria abraçar o mundo. Queria sair da clínica e parar todas as pessoas na rua pra contar aquilo em que eu já queria acreditar antes, só que agora é oficial: até pouco tempo atrás eu poderia ficar cega, mas agora estou boa!

Não consigo parar de rir e chorar e rir de novo :D


texto em: fotos, saúde

___________________________________________ 06/03/09 @ 11:05   Comentários 2

Eureka!

Descobertas da semana:

* Desde que o ano começou, foram-se 8kg! Uma salva de palmas! E deu. Sem muitas celebrações, porque o baile segue e muito peso ainda precisa ser eliminado pra não rolar outro freak out por parte do meu médico, muitíssimo menos um blackout por parte da minha visão;

* As piscinas estão com até 70% de desconto na Tok&Stok;

* Há um laboratório nesta cidade interiorana onde eu posso revelar meus chromos. Choray litroz de emoção. O laboratorista é um dos caras mais grosseiros que eu já conheci na vida, mas quem se importa? O scanner que eu tenho disponível no meu trabalho é podríssimo, mas quem se importa? Eu nem sei dizer se as fotos ficaram com o máximo de qualidade que poderiam ficar, mas cá está uma amostra (as demais no flickr):

(Só pra esclarecer, "homemade panoramic camera": eu tinha uma MF1, que faz fotos panorâmicas, mas do fundo do meu coração, leva a camêra pra cá, leva pra lá… não sei onde ela está. Daí, um belo dia, fui revelar umas fotos e ia ganhar um "vale foto em estúdio" e, putz!, o que eu ia querer com aquilo? Conversei e troquei por uma câmera de pRástico e uns filmes. Tasquei um EVA na câmera de plástico e agora ela é a minha panorâmica. Coisa linda!)

* É difícil, muito difícil, quase impossível escolher entre uma coisa e outra quando elas são tão opostas que não há nem como traçar um paralelo para compará-las de verdade.

* Rolou um movimento, por parte dos meus vizinhos que são proprietários de seus apartamentos, com a idéia (pra sempre acentuada!!) de exigir que os vizinhos que pagam aluguel, como eu e meu irmão, retirem-se do prédio. Porque dos três apartamentos alugados do edifício, nenhum é alugado pra família pai-mãe-filhos e eles desembestaram que o prédio vai virar uma república e que não querem esse tipo de coisa aqui neste ambiente tão familar. Era só o que me faltava…

* No mais, é véspera de feriado, o dia tá lindo, segunda vamos ao Beto Carrero (minha primeira vez, ai que emoção, hauhauahua) e é só alegria! :D


texto em: aleatórias, absurdos, fotos, saúde

___________________________________________ 01/03/09 @ 23:18   Comentários 1

Dá licença aí

O engraçado (???) é que, no meio dessa situação toda pela qual estou passando, eu, que sempre tive meu nervosismo, minha ansiedade, minha frustração, meu medo, minha alegria, minha euforia, minha felicidade, TUDO como razão pra comer uma coisinha… que sempre tive as refeições como um momento agradável e não só como uma pausa pra recarga… eu, que estou vivendo o momento mais difícil com relação à minha saúde, nos meus quase vinte e oito anos, e não posso usar a minha mais reconfortante válvula de escape porque é justamente ela que pode me levar até a cegueira… eu, que tenho feito mudanças incríveis e que, pra mim, são tremendamente difíceis, no meu estilo de vida… eu é que tenho que aguentar as pessoas me tratando como se fosse uma fresquinha que está fazendo cena, não quer se esforçar, não quer tentar e blá blá blá blá blá… eu é que preciso ter mais paciência, eu é que não posso ficar nervosa, eu que tenho que saber compreender.

Ah! faça-me o favor!


texto em: irritâncias, saúde, prontofalei

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