Cecília. Leia. Seja amigo. Siga. Escreva. Veja. Leia mais.


___________________________________________ 07/04/09 @ 21:28   Comentários 1

O rei morreu. Viva o rei!

Miau(s)

Vizinhança super exposta


Clica aí pra ver essas e outras no flickr

Minha Smena 8m - ★ 09/09/08 ✝ 07/04/09 :~


texto em: fotos, lomo

___________________________________________ 23/03/09 @ 01:14   Comentários 3

É, então.


e quando eu estiver louco, subitamente se afaste

Os dias que passaram foram como uma daquelas festas em que a gente toma TODAS e, a certa altura do campeonato, olha pra luz (que mesmo pouca, irrita os olhos), pra fumaça, pras caras conhecidas, outras nem tanto, todos falando e rindo e passando… mas  a gente não sabe direito onde está, nem porque está fazendo o que está fazendo. E ainda assim continua ali fazendo… o que mesmo? Continua ali. E toca aquela música que todo mundo dança, e a gente vai meio empurrado pelo ritmo dos outros, um ombro direito que nos toca as costas, um pé que nos pisa de leve (ou com força), um quadril que encosta na gente. Não importa não querer dançar, a gente se mexe junto. E em algum momento a gente acorda - em casa, na casa de uma amiga, na cama de um amigo, na casa de um estranho, no chão de um banheiro - e já é de manhã ou ainda está no meio da noite. E a gente percebe que fez algumas coisas péssimas, estúpidas. Mas fez outras bem boas também. E a gente percebe que não é imprescindível. Se não estivesse ali, outra pessoa o faria - mas, de qualquer maneira, que ótimo estar ali bem naquela hora. E, por outro lado, que bom saber que não é preciso estar sempre.

 

*

 

Isso é uma metáfora. Você é espertinho e bem sabe que não ando bebendo. Mas a vida tem me deixado de ressaca. Das brabas. Não estou reclamando. É que tudo, o bom e o ruim, o fácil e o difícil, o prazer e o dever… as coisas têm ido aos extremos. E eu tenho ficado cansada. São responsabilidades diversas e sentimentos reais potencializando na mesma época, preciso me virar. Mas óquei. O maisômeno, o sem graça, o morno não é bom desde os tempos do Apocalipse, não viria a ser agora.

Vâmo lá, então: Engov pra vida, que pra mim é domingo, mas pro calendário já é segunda.


texto em: aleatórias, fotos, lomo

___________________________________________ 04/01/09 @ 23:17   Comentários 2

Adeus, ano velho, feliz ano novo

(um post enooorme pra tirar o atraso daqui)

A foto não está ruim, nem seu monitor, nem é photoshop: Piçarras, como boa praia catarinense que é, nos recebeu de braços abertos e chuva pronta pra cair. Uma beleza. A verdade verdadeira é que à dois dias do Natal tivemos enchente e tudo o mais.

Passada a primeira festa, cabeça vazia nas mini-férias, surtei no meu próprio ensaio sobre a cegueira e comecei a ler feito uma louca. O efeito colateral imediato: a cabeça queria produzir o que quer que fosse, e não apenas consumir. Formamos, um caderninho e eu, uma bela dupla para os dias praianos.

No começo eu estava um tanto quanto perdida - no calendário, inclusive. Mas não me rendi, hehe. Retomamos o hábito de nos encontrar: papel, caneta e eu, e não apenas para umas anotações bem pessoais ou tiradinhas internas, como eu sempre fiz, mas para todaequalquercoisa que me viesse à cabeça.

Tá ali algo que vale ser anotado sobre "Música pra Camaleões", do Capote. Quem tiver o livro, olhe lá. É o começo do primeiro parágrafo. Quem não tiver, procure se lembrar quando passar por uma livraria. Podem ter certeza de que este blog voltará a falar sobre esse trecho do livro em algum momento.

Mais nem só de ler e escrever se vive, e quando o sol apareceu (ou, pelo menos, quando a chuva deu trégua) pude sujar o pé na areia. Disso não há registros, mas posso comprovar que as irmãs estiveram lá:

É claro que quando eu disse toda e qualquer coisa, eu estava sendo muito sincera.

Mais exemplos no estranhíssimo dia 31:

Enquanto os programas de TV cuspiam, vomitavam sangue nas retrôs de 2008, eu tentava (sem o menor sucesso) escrever a minha. Acabou saindo excessivamente pessoal para aparecer por aqui.

Entre uma coisa e outra, eu tentava lembrar do máximo de palavras com trema, para usá-las enquanto ainda era possível (louca).

Não poderia deixar de mencionar, claro, o quanto não gosto das festas de final de ano. Todas elas.

O que não me impediu de querer umas coisinhas assim pra mim, e tal…

Antes do ano acabar, papai e eu conseguimos brigar em grande estilo, com berros e ofensas pra todos os lados. Show de horrores mesmo, como nos velhos tempos. Saquei meu caderninho e meu óculos de sol, e procurei uma sombra pra sentar e escrever na praia e me acalmar. Deu certo.

Falando sério mesmo: como assim eu era uma criança com medo de balão (aka bola aka bexiga) e meus pais achavam que tudo bem, hein?

Tomei muito sol e desatei a filosofar…

Fica a dica.

E foi-se o zero-oito, finalmente.

Sabe que a gente tenta a foto com os fogos assim, mais ou menos n vezes, sendo n um número próximo ao infinito, certo? Daí a gente sai assim, bonito, e nem pode tirar mais uma…

Talvez pra 2010 eu resolva essa coisa de não mostrar os dentes nas fotos…

Comecei 2009 reclamando da reforma ortográfica e ainda não parei para estudar nada sobre ela. Ou, em outras palavras, este blog ainda usa uma versão ultrapassada de seu idioma, hehehe

De novo pirando com a ilha, misturei a Monalisa na história. Deve ser o sol, só pode. Ou os remédios. Ou me envolvi muito na leitura paralela do Trainspotting.

No segundo dia do ano, finalmente criei coragem para terminar de ler "Música para Camaleões" (eu não queria chegar ao final do livro, não queria que terminasse). Encerrei a leitura completamente apaixonada e incrédula: por que raios eu levei tanto tempo pra começar a ler esse livro? Ele rolou na minha estante um tempão. Vai para aquela lista, que eu vou fazer um dia, talvez ainda no primeiro mês desse ano, quem sabe…

Sábado retornei ao lar. Acabou-se o que era doce e amanhã eu volto para a labuta. Sábado também eu comecei a escrever esse post (enorme), mas ainda tenho que pegar leve com o uso do computador, então da vida online vai seguir bem lerda por mais um tempo.

Eu ainda tô assustada, sacumé? Agora que passou o oba-oba das festa de final de ano, tenho que dar um jeito de cuidar da minha vida e perder umas toneladinhas pra não perder a visão. Ainda não tenho um plano infalível, mas tenho nutricionista na semana que vem, o que me parece ser um bom começo. Zero nove já chega me pegando pelo estômago - há há, que engraçadinha. Me disseram que é o meu retorno de Saturno que tá começando e não sei mais o que. Mas Saturno que fique espertinho e vá retornar em outra freguesia.

E meu ano novo começa oficialmente amanhã. Imagino que o de muita gente também. Feliz amanhã para todo mundo.


texto em: família, fotos, lomo, praia, ano novo

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