Carta aberta à minha amiga querida
Cinthia,
Tô com uma saudade enorme. E talvez essa saudade toda tenha qualquer coisa de penitência, pelo tanto que sou ausente, negligente, blá blá blá, quando não devo.
Essa semana, tenho visto todo mundo agitando, comprando passagem, fazendo a mala pro feriado, pra diversão que planejamos. E… porra! Como eu queria ir! Não tanto pela tal programação, ou pelos bares legais, ou pelos bares decadentes. Também por isso, mas muito mais pelas conversas, pela tua risada incrível (e como eu tenho precisado dela!), pelas situações absurdas que depois a gente fica lembrando por tanto tempo.
Mas tem sido muito chato ser adulta por esses dias, sabe? São muitas coisas pra fazer, muitas contas pra pagar, responsabilidades aos borbotões…
Sou tão atrapalhada com isso. Deixo de lado o que mais importa. E há dias não nos falamos. Não gosto. Gosto de trocar e-mails até não ter mais assunto e a gente ficar mandando reticências uma pra outra. Gosto de ver a programação bizarra da tevê de madrugada, conversando feito duas luluzinhas. E de contar e ouvir histórias sobre os nossos relacionamentos amorosos esquisitos (como é que esses caras não percebem a sorte de estar com a gente, hein?). E rir dos contos e personagens dos nossos passados questionáveis (hohoho). E fazer fofoquinhas, de leve, coisa de comadre…
Tá um sol lindão lá fora. Queria te falar essas coisas tomando uma gelada no Valgas, agora, no meio da tarde. Porque a gente é do tempo que o Valgas era dono do bar.
Um beijo.
texto em: gente que eu gosto, prontofalei







dan — 30/04/09 @ 08:56
tambem queria ir no Valgas e quem sabe ate encarar as havaianas empanadas de outrora.
cinthia — 30/04/09 @ 08:58
quase chorei, sua demonha!
meu meu meu, queria muito q tu viesse! vem de cometão, caras? no resto a gente se vira. dá tempo aindaaaaaaa…..
please, please, please. vende tua bombina de asma e o alfredo pra tu conseguir uma grana.
love u pra chuchu!!