Cecília. Leia. Seja amigo. Siga. Escreva. Veja. Leia mais.


___________________________________________ 21/12/08 @ 15:44   Comentários 3

E. R.

Episódio 05 - Rápida e rasteira.

Eu vivo, veja você. E preciso dizer isso muito rápido, porque meu irmão vai avançar em mim como um cão raivoso se me ver no computador - e com razão, essa coisa faz minha cabeça doer horrores. Passei por uns maus bocados esses dias, efeitos colaterais, sei lá. Mas nada que o repouso não repare. E, no mais, minha cabeça - não a que dói, a que pensa - está a milhão, porque o tédio faz as idéias voarem sabe lá pra onde.

‘güenta* aí, que eu já volto.

 

* vamos usar o trema enquanto é possível, por favor.


texto em: saúde

___________________________________________ 17/12/08 @ 16:27   Comentários 5

E. R.

 

* Não posso ficar no pc digitando isso, compreenda.

** Saí do hospital ontem, mas minha cabeça dói tanto que, mesmo que o médico tenha  dito que é normal depois da punção, eu ainda não entendi porque estar em casa se poderia estar lá dopada e sem dor.


texto em: saúde

___________________________________________ 15/12/08 @ 11:02   Comentários 2

Dinheiro, pra que dinheiro?

Saiu a listagem dos filhos de professores que receberam bolsas de estudos da Sociesc. Meu nome não está nela. Estou "na lista de espera para aqueles que ganharão bolsa dependendo de quantas matrículas forem feitas para 2009", número que não deve ser dos mais expressivos, considerando as mensalidades pela hora da morte que a instituição cobra.

Uma droga. Final de ano cheio de novidades escrotas, esse meu.

Preciso fazer algum tipo de mágica pra enxugar meu orçamento, ou sabeladeus se vou continuar estudando.

É, eu tenho me queixado muito. Mas, infelizmente, tenho motivos.


texto em: facul, dinheiro

___________________________________________ 14/12/08 @ 02:24   Comentários 2

E. R.

Episódio 01 - Susto e medo.

Segunda-feira, final da manhã, vou ao oftalmologista. Exames de praxe e tudo o mais. De repente o médico escreve uma carta de encaminhamento a um neurologista, que eu precisaria consultar urgentemente, de preferência assim que saísse dali. O oftalmo me disse pouca coisa, mas não precisei de muito mais, depois de "você tem que obter o parecer de um neurologista logo, enquanto está com 100% da visão". O mundo parou depois de ouvir isso. E tudo foi choro e medo superlativo.

 

Episódio 02 - O túnel.

Depois de conseguir falar com a neurologista, era hora de dar uma olhada no meu cérebro. Já descrevi o quão enlouquecedor pode ser a realização de uma ressonância magnética de crânio. E é. E é. Vesti aquela roupinha ridícula de hospital, me assustei, apertei a campainha (os enfermeiros nos dão uma) e parei o exame durante a realização, por puro nervosismo… mas nervosismo mesmo rolou durante o dia e meio entre a saída do túnel do resultado da ressonância - o período mais longo que se pode imaginar.

 

Episódio 03 - Cérebro? Óquei.

Sexta-feira, mal conseguindo falar sobre qualquer coisa sem chorar, tal era o meu estado, fui com a Maris, uma das minhas mães, buscar o exame. Todos os cliques do meu cérebro em vários cortes e posições não faziam o menor sentido, mas o laudo salpicado de "normal" dizia, na verdade: Cecília, minha guria, pára de chorar que tu não tem um tumor! E daí? Chorei, né? Emoção, alívio e tá-mas-que-porra-tá-tirando-a-minha-visão? O neurologista disse que é a pressão no crânio, que está elevada por alguma razão. É um problema, mas o menor dentre os possíveis. Na segunda vejo outro neuro, especialista nessa coisa da pressão. Agora é esperar.

 

* Ao vivo.

No momento, minha cabeça dói horrores e minha visão está um lixo, mas pelo menos estou lidando com a situação de uma maneira que me permite manter a sanidade e agir naturalmente.

Preciso registrar que minha família tem sido uma rocha, coisa incrível. Todos eles: pai, Maris, Roberta, Talitinha, Augusto, Fernanda, mãe… Seja por resolver as coisas pra mim enquanto eu estava com a cabeça fora dos eixos, seja por me acompanhar às consultas, por me manter ocupada, por não me deixar sozinha, por me lembrar que eu não estou sozinha. Amo todos. Os amigos têm sido igualmente importantes, e sentir a preocupação vinda de pessoas que eu nunca imaginei que se interessariam por mim dessa forma, mas faz sentir querida e é ótimo :]


texto em: saúde

___________________________________________ 10/12/08 @ 22:14   Comentários 3

Depois do túnel

(ou: umas palavras depois do susto)

Óquei, vamos lá, idéias quase organizadas, tocar no assunto do post anterior:

Estou com um probleminha de saúde aí, não sei bem o que é, ainda faço exames. Hoje foi o dia da ressonância magnética do crânio e, pelamordequalquercoisa, ressonância na cabeça está em segundo lugar na lista dos exames que mais dão agonia em toda a face da Terra, superado apenas pelo tilt-test, ou teste de inclinação. Sendo que no tilt a gente fica preso a uma maca, inclinando para trás e para frente (querendomorrermorrermorrer), enquanto na ressonância é preciso ficar deitado numa maca, imóvel, de olhos fechados, com tampões no ouvido e com a cabeça presa num sabe-se lá no que, dentro de um "túnel" cujo interior você desconhece, ouvindo uma barulheira desgraçada, durante quarenta minutos - coisa fina.

Depois desse pequeno momento de conhecimento médico-hospitalar, não tem quase nada que eu possa dizer com certeza, então não vou ficar discorrendo hipóteses de doente apavorada aqui. Esperemos pela sexta e pelo parecer da minha médica.

Aos que se solidarizaram de alguma maneira, se preocuparam e tudo o mais, digo que sim, é relativamente sério. Mas não, não é o fim do mundo.

Eu dou notícias ;]


texto em: saúde

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