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Estou na capital, e coisa e tal. A estrada estava vazia e sem água. A viagem foi tranqüila. Mas a viagem, não eu. Sabe quem morre de medo de avião a ponto de só embarcar quando não há alternativa? Sou assim com relação a carros e estrada. Agora, some a isso aqueles morros que nitidamente haviam cedido há pouco tempo, terra ainda espalhada no asfalto, por todo o trajeto. Os rios absurdamente cheios, e as margens da rodovia, com casas, pasto, árvores, obras, empresas… tudo alagado: pânico. Rolou até um “papai do céu, me leva direitinho pra Floripa”.
Passada a viagem, eu estava tão nervosa que levei milanos pra dormir. Do pregar do olho pro tocar do despertador, eu tive pouco mais de três horas, o que acabou fazendo com que as oito horas de curso fossem ainda maaaais cansativas (isso sem mencionar o sobe-desce morro porque o cara do Ibis me explicou errado como chegar no local do curso, que fica à dois – sim, DOIS! – minutos, andando, do hotel).
No intervalo do curso, todo mundo perguntando sobre as chuvas. A verdade, sem meias palavras, é que o estado tá na merda. O que foi feito de Blumenau e Itajaí me dá vergonha de estar aqui, num hotel, vida boa, achando ruim que eu demoro pra acertar a temperatura do banho. A vida da gente segue enquanto a de tantas pessoas está embaixo d’água, da terra, da tristeza de ter perdido o patrimônio ou, sem comparação, perdido alguém querido. E como disse a Lya, no twitter, é solidariedade a doação feita por pessoas de outros estados, a gente, que está aqui em SC, tem a obrigação.
E por falar na Lya, o blog tela está com um post importante, com umas recomendações para quem quiser ajudar. Vamos lá, pessoas!
texto em: é sério, viagem, enchente em SC








