Cecília, 30.
Dificuldades momentâneas para definições breves.


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Gato do topo: bamoretti.tumblr

   

Be Nice

Como acontece com grande parte das coisas boas da vida, eu levei um certo tempo pra acreditar na amizade de verdade. Como acontece com grande parte das coisas boas da vida, a amizade de verdade precisou chegar sem dó, me soterrando com todas suas facetas incríveis - companheirismo, sinceridade, brodágem, risadas sem fim, leituras de pensamento, puxões de orelha, saber que posso contar com a pessoa sempre, conhecer a pessoa em pequenos detalhes, amar demais… e, de bônus, ter uma sobrinha linda - e mais um a caminho!, e poder fazer os trocadilhos português/inglês que são a base e a melhor parte da nossa relação.

Hoje, Nice, minha melhor amiga da vida, faz 30 anos. Somos adultas agora, confere? Mas BFF, sempre Jackie Kennedy, sempre assistindo o Bob Esponja e só depois indo pro trabalho.

*

Parabéns pelos 30 anos lindos até agora, felicidades nos muitos que virão.
Te amo.

  14/01/12
  @ 13:09

We need a holiday!

Disseram que choveu durante aproximadamente 70% do tempo que eu estive na praia. MENTIRA. Seguem as fotos comprovando que meus dias foram de sol, diversão, amor e loucuras:


Dia lindo, fui dar uma volta com essa gurizinha desconhecida.


Ele tatuou Cecília amor verdadeiro amor eterno na nadadeira esquerda. Coisa linda.


Esse dia foi foda: tava ali pegando altas ondas quando os bróder et apareceram nos discos.

 

*

 

Imagens originais em: 1, 2 e 3.

  08/01/12
  @ 15:24

Quem avisa. Você sabe.

Então eu aprendi que seria mais prudente mudar o teu nome na agenda do meu celular e mudei para Não Atenda. Depois para Dr. Não Atenda, só porque estava entediada. E, por último, como não estava adiantando muito, para Sério. Não Atenda. Na verdade eu atendo. E depois fico daquele jeito, mas posso me culpar e ainda mandar mentalmente um "eu avisei".

 

*

 

Depois do banho, passo aquele hidratante que tem cheiro de sobremesa e sempre, SEMPRE lembro das tuas piadas absurdamente infames. Meu deus do céu, com que grande babaca fui me meter? Então fico rindo das piadas idiotas porque, né? eu acho graça mesmo. Meu deus do céu, que grande babaca eu sou. Somos mesmo um casal perfeito de grandes babacas.

  05/01/12
  @ 22:06

Ô balancê, balancê…

Pouco antes de acabar 2011, estava almoçando com uma amiga quando ela, com todo seu estilo este-é-o-talk-show-que-leva-meu-nome olhou pra mim e: e um balanço do ano que está acabando? "Não faço essas coisas", respondi mentindo descaradamente, só pra encerrar o assunto (éééé!!). Porque sim, eu faço essas coisas desde que posso me lembrar, mas não queria desenvolver o tema naquele dia, naquele almoço.

De todas as coisas que aconteceram em 2011 (o blog é meu e ainda vou falar do ano velho léro léro), de toda a movimentação que aconteceu por aqui, nada me parece ter a importância que teve a movimentação do ponteiro da balança - este é o momento pra você parar e pensar nos joguinhos de palavras tolos que eu faço, incluindo aí o do título, mas vamos prosseguir…

Eu não levanto bandeiras sobre este assunto. Acho absurdo alguém acreditar que se pode ser feliz com um corpo magro ou malhado, mas é igualmente errado que alguém tenha a obrigação de encontrar a felicidade em um corpo gordo. Importa ter uma boa relação com o corpo, ser feliz com ele, ter saúde física e não comprometer a saúde da mente na busca de um corpo que nunca chega. Pois bem, quem me conhece ou lê aqui há mais tempo sabe que a coisa pegou na minha saúde e eu tive que resolver. Estou resolvendo. É tudo um processo que comecei novamente em fevereiro (janeiro? março? tá, não sei) e segue, com os trancos e barrancos que se pode esperar daquilo que envolve mulher ansiosa, comida e perda de peso, mas segue bem. Ó só:


Cecília do natal de 2010, conversando com a cunhada no meio da papelada dos presentes.


Cecília de uma meia hora atrás, jamais sabendo fazer uma auto-foto de espelho.

O que separa as duas Cecílias são 26kg, com margem de duas festas de final de ano para mais e uma bermuda que está estranhamente larga para menos. Tudo com base na boca fechada e em cortes drásticos na minha alimentação vergonhosa (que não está boa, não vou mentir, apenas menos vergonhosa) e, é claro, no acompanhamento médico. Uma coisa muitíssimo ótima: não há nada nesta perda de peso que se deva a remédios. Uma coisa péssima: não há nada nesta perda de peso que se deva a uma reeducação alimentar tipo orgulho da mamãe ou a exercícios. Talvez eu tente os exercícios neste ano e os legumes em 2013. Nunca se sabe o quanto eu vou estar me cagando de medo com essas coisas de saúde motivada. Veremos.

  03/01/12
  @ 02:36

Qualidades incríveis

Então eu olhei pra ele e perguntei:

- Sabe o que tô gostando mais em ti agora?

Ele não disse palavra, só me esperou completar.

- São três coisas: tu te irrita com situações ridículas, mente, e perde a linha quando bebe.

A expressão no rosto dele mudou muito rápido. A serenidade do "estou acompanhando" deu lugar pra certa raiva de "sua louca, vai parando de tirar com a minha cara". E me expliquei:

- Isso faz com tu deixe de ser só um cara bonito. Te faz mais humano. Não confio em alguém que diz não mentir e nunca se meter em confusão.

Ele sorriu.

  23/12/11
  @ 01:09


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