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texto em: aleatórias
Cecília. Leia. Seja amigo. Siga. Escreva. Veja. Leia mais.
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Me incomoda quando a falta de lealdade com terceiros não incomoda as pessoas - comigo não! mas com o fulano tudo bem.
Talvez meus valores sejam um pouco antiquados…
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É isso aí. É só o meu trabalho. O mesmo lugar há quase dez anos. Não tem mistério e eu tô voltando.
E pra quem tiver qualquer idiotice pra dizer:

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Fui trocando os canais pra ver o que passava na TV e de repente começou a tocar Please forgive me, do Bryan Adams. Deu TODO um charme (?????) decadente e derrotado pro final da noite, mas óquei. Conferindo uns emails, percebi que algumas coisas só podem ser enviadas pra mim por cópia oculta, o que aumenta o ar conspiratório do meu retorno amanhã e aumenta a minha vontade de sair correndo pro outro lado. Maaaaas, o que não tem remédio – já dizem as vós de todo mundo, desde sempre – remediado está.
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(porque o baile SEMPRE segue)
Depois de quase quarenta e cinco dias na bolha, conto as horas pra retornar à minha vida. Parte de mim, pela ansiedade de querer retomar, mesmo sem saber de onde, aquilo que eu era em meados de setembro, olha pro relógio afoita, cria diálogos imaginários de retorno, briga, é humilde, conversa, reage com desprezo, se faz de louca, recolhe os pertences… daí acha que não está bom e tenta, mentalmente, outra versão. Outra parte quer arrastar o tempo, fazê-lo correr lento (quem sabe pra trás?). É medo o nome disso. Por não saber o que estará lá, por saber menos ainda o que virá. Por odiar as pessoas que certamente criaram rumores sem saber e seus julgamentos burros que vieram logo depois – porque, por mais que não me importe com isso, me importo. E dá saudade do tempo em que fingia passar mal pra não precisar fazer educação física – como era simples fugir dos problemas quando criança.
Depois de quase quarenta e cinco dias na bolha, é estranho falar sobre "voltar pra minha vida" como se o último mês e meio fosse um hiato quando, na verdade, foi um período em que vivi com intensidade toda uma montanha-russa emocional, enquanto parava algumas coisas pra cuidar de mim. É esquisito porque parar e olhar pra dentro, lamber as minhas próprias feridas e ficar pronta pra outra, ainda que eu tenha feito, continua parecendo errado e egoísta, como se a vida fosse mesmo só aquela parte em que me dediquei a outros interesses, a coisas do "todo" e blá blá. E nem de longe sou uma santa que zela pelo próximo. Mas quando a gente cria o hábito imbecil de achar que tem que resolver todos os problemas do mundo, acaba sentindo vergonha de dar um tempo e cuidar do que é particular.
Depois de quase quarenta e cinco dias na bolha, sei que preciso retomar meus relacionamentos com outros seres humanos. Porque passei os últimos tempos querendo um mundo onde só existissem aqueles para quem eu não precisava explicar nada. “Tenho preguiça de pessoas novas”, disse hoje. E não só das novas, mas também das antigas que, por se preocuparem, mas não estarem ali diariamente, fazem perguntas. Das que não se preocupam, mas fazem ainda mais perguntas por pura especulação, tenho nojo. E para não ter que dissertar sobre o momento ruim, nem para o bem, nem para o mal, me fechei em algum lugar onde não cabiam muito mais do que media dúzia de gentes. Alguns novos chegaram, e tratei de cumprir as formalidades, mas deixá-los lá fora. Alguns antigos acenaram de longe, devolvi evasivas e sufoquei sentimentos. E até da vidinha online fugi, me escondendo de quem presta pra não me expor pros que não prestam tanto assim.
~ desculpaê se postei pra mim.
~ sim, depois de quase quarenta e cinco dias na bolha, posto às cincoemeia da manhã de segunda, porque a insônia e os horários alternativos vieram com força total.